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Patrimônio Vivo

Leitura: 5 mins.

Com o Casa Piauí, a MPD Engenharia e a Helbor unem restauro e respeito à história em um dos endereços mais emblemáticos de São Paulo.

Em Higienópolis, um dos bairros mais tradicionais e elegantes da cidade, cada rua carrega uma história. Cada esquina, um capítulo. E na confluência entre as ruas Piauí e Itacolomi, o tempo acaba de ganhar um novo endereço.

Depois de três anos de restauro meticuloso, o Palacete Piauí volta a respirar.

“É uma construção do início do século passado”, contextualiza Milton Meyer, Copresidente da MPD Engenharia. “E durante muito tempo ele ficou sem uma utilização.”

O restauro do Palacete, erguido entre 1916 e 1918, foi conduzido pelo Estúdio Sarasá, referência em conservação e restauros, sob supervisão da MPD Engenharia e da Helbor.

O processo devolveu ao casarão seus detalhes originais — vitrais, lambris, serralherias ornamentadas e alpendre, além de parte do piso e da pintura — respeitando as técnicas da época.

O resultado é mais do que um resgate arquitetônico: é um gesto de delicadeza e cuidado com a história.

Nas palavras de Meyer: “Não é só trazer moradia, mas trazer circulação para as pessoas do bairro. Nós vamos ter um mall com lojas e um espaço bem generoso com arquitetura muito viva. É um empreendimento com alto padrão de qualidade, mas também tem profundo respeito pelo patrimônio que é o Palacete.”

“Na MPD, acreditamos que a engenharia é também uma forma de cuidar da memória.”

Milton Meyer
Copresidente MPD

O PALACETE AO LONGO DO TEMPO

O Palacete Piauí, que já foi residência, repartição pública e sede do DOPS durante a ditadura militar, agora volta a ser lugar de encontro, cultura e memória.

1916 a 1918 — Erguido pela família Rodrigues Alves, o Palacete nasce como símbolo da prosperidade cafeeira e da elegância art nouveau de Higienópolis.

Décadas de 1940 a 1970 — O casarão muda de uso, abriga repartições públicas, como o atual INSS, Polícia Federal e o DOPS, marcando a passagem do tempo sobre suas paredes.

2003 — Após décadas de uso institucional, o imóvel é fechado e entra em deterioração, permanecendo esquecido por quase vinte anos.

2012 — Reconhecendo seu valor histórico, o Conpresp tomba o Palacete como patrimônio da cidade de São Paulo.

2018 — Vai a leilão e posteriormente a MPD Engenharia e a Helbor adquirem o terreno e assumem o compromisso de restaurar o imóvel e integrá-lo a um novo projeto.

2025 — Após três anos de restauro, o Palacete Piauí renasce e se incorpora ao empreendimento Casa Piauí, simbolizando a união entre beleza histórica e inovação construtiva.

ENGENHARIA QUE PRESERVA

A capacidade técnica da MPD em obras complexas é reconhecida em todo o país, especialmente em projetos que conciliam preservação histórica e capacidade construtiva inovadora.

Um exemplo é a Capela de Santa Luzia, parte do Complexo Cidade Matarazzo: durante as obras, a estrutura da igreja, de 1922, ficou suspensa a 30 metros de altura, sustentada por pilares enquanto o subsolo era escavado.

O feito, considerado um marco da engenharia brasileira, foi acompanhado de um trabalho minucioso de restauro artístico, que devolveu ao templo seus afrescos originais e recebeu um vitral contemporâneo criado por Vik Muniz.

Essa mesma precisão técnica e respeito à história conduzem o projeto do Casa Piauí.

Porque para a MPD, construir o novo nunca significou apagar o antigo; e sim permitir que ambos coexistam.

“Na MPD, acreditamos que a engenharia é também uma forma de cuidar da memória. Cada obra é um diálogo entre o tempo e a técnica — entre o que fomos e o que queremos ser", assegura Meyer.