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Experiência como estratégia

Leitura: 8 mins.

Diego Couto, a Killer Burger e o empreendedorismo guiado por propósito.

Abrir um negócio vai muito além de simplesmente organizar. Hoje, criar experiências, assumir responsabilidades sociais e manter-se fiel aos próprios conceitos são pilares fundamentais para o sucesso dos futuros empreendedores.

Ao mesmo tempo, o mercado atual amplia os limites criativos de pequenos e grandes negócios, permitindo que ideias cada vez mais inovadoras ganhem espaço.

Foi nesse contexto que surgiu a Killer Burger, uma hamburgueria inusitada inspirada nas prisões americanas, idealizada por Diego Couto.

A experiência é a palavra-chave do negócio, revelando uma lógica de gestão e posicionamento bem definida.

Esse olhar não surge por acaso. Diego cresceu acompanhando de perto o ato de empreender dentro da própria família.

Seu pai é fundador da Escola Próximo Degrau, uma instituição voltada ao desenvolvimento de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), onde propósito, responsabilidade e coerência não são discurso, mas prática diária.

Essa vivência contribuiu para enxergar o empreendedorismo como um processo de aprendizado contínuo, no qual criar um negócio também significa assumir impacto, cuidado e intenção.

Para compreender como a ousadia estética da Killer Burger se sustenta na prática, Diego compartilha a seguir sua visão sobre criatividade, operação, propósito e coerência empresarial.

ENTREVISTA

A Killer provoca, chama atenção e divide opiniões, mas também entrega método e operação. Como você equilibra ousadia criativa com responsabilidade empresarial?

Diego - A ousadia está na comunicação e na proposta visual. A responsabilidade está na operação e na entrega. A Killer Burger chama atenção pelo conceito, mas fideliza pelo trabalho realizado, a comida e a experiência oferecidas. Temos processos claros, treinamento constante e uma operação muito bem estruturada. A criatividade abre a porta. A gestão faz o cliente voltar.

A hamburgueria tem uma proposta temática ousada. Qual foi a motivação estratégica por trás dessa escolha e como isso contribuiu para a visibilidade do negócio?

Diego - Desde o início, a ideia foi criar algo que não fosse “mais uma hamburgueria”. O mercado é muito competitivo e sabíamos que precisávamos de um conceito forte, com identidade própria e alto potencial de lembrança. Viajamos, nos inspiramos e trouxemos algo realmente diferente à região. A temática ajudou a gerar curiosidade e visibilidade espontânea, o que foi fundamental para o crescimento da marca, mas a boa entrega, qualidade da refeição oferecida e o primor no atendimento são as características que realmente se destacam.

Tanto na educação quanto na gastronomia, existe uma expectativa de cuidado, atenção e consistência. Como esses valores entram na sua tomada de decisão como empresário?

Diego - Cuidado, atenção e consistência são operacionais antes de serem conceituais.

Eles aparecem na rotina, no treinamento da equipe, na padronização do atendimento, na qualidade do produto e na forma como tratamos as pessoas. Nada na Killer Burger é improviso. A experiência pode parecer lúdica, mas a gestão é extremamente técnica e estratégica.

Seus negócios atuam em áreas diferentes, mas todos lidam diretamente com pessoas e experiências. O que, para você, é essencial na hora de criar um ambiente que realmente funcione?

Diego - Para mim, um ambiente funciona quando ele é pensado de dentro para fora. Não é só cenário, é cultura, processo, treinamento e clareza de proposta.

As pessoas precisam entender o papel que estão desempenhando ali, seja colaborador ou cliente. Quando todos compreendem a experiência que está sendo construída, o ambiente deixa de ser apenas físico e a experiência passa a ser para todos.

Empreender em Alphaville significa dialogar com um público exigente e atento a propósito. O que esse contexto te ensinou sobre posicionamento e coerência de marca?

Diego - Alphaville é um público muito atento. Não basta chamar atenção, é preciso sustentar a proposta todos os dias. Isso nos ensinou a ser extremamente coerentes entre discurso, ambiente, atendimento e qualidade. Aqui, a marca precisa ser verdadeira o tempo todo.

Quando você olha para seus negócios hoje, o que define sucesso para você como empreendedor?

Diego - Sucesso é quando a experiência funciona de ponta a ponta: cliente satisfeito, equipe engajada e operação saudável.

Quando o negócio deixa de depender da presença do dono para funcionar bem, significa que o modelo está sólido.

EMPREENDEDOR COM PROPÓSITO

Se na gastronomia Diego explora a experiência como diferencial competitivo, é na educação que seu empreendedorismo assume um papel ainda mais sensível e transformador.

Ele faz parte da criação da Próximo Degrau, uma escola voltada para crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O projeto nasce do vínculo entre pai e filho e da necessidade de oferecer às famílias um suporte que, muitas vezes, não encontram no sistema tradicional.

Essa dinâmica familiar na condução da escola revela que empreender, na vida de Diogo, sempre esteve presente, e que esse incentivo foi decisivo para inspirar seus passos nos negócios futuros.

VISÃO

Empreender em Alphaville significa dialogar com um público exigente, atento e criterioso.

Nesse contexto, Diego Couto aprendeu que não basta chamar atenção: é preciso sustentar a proposta todos os dias.

A experiência o ensinou que posicionamento e coerência de marca são inegociáveis. Conceito, ambiente, atendimento e qualidade precisam caminhar juntos.

Em Alphaville, a marca precisa ser verdadeira o tempo todo.

Quando observa seus negócios hoje, Diego define sucesso como uma experiência que funciona de ponta a ponta: cliente satisfeito, equipe engajada e operação saudável.

Para ele, o verdadeiro sinal de maturidade empresarial é quando o negócio deixa de depender da presença constante do dono, indicando que o modelo está sólido e preparado para crescer.

ALÉM DO IMPACTO VISUAL

Independentemente do setor, seus empreendimentos compartilham princípios muito claros.

A experiência bem planejada, gestão estruturada e valorização das pessoas são pilares comuns.

O que conecta educação, gastronomia e outros projetos é método, cultura organizacional e principalmente um propósito bem definido.

A trajetória de Diego revela que provocar é apenas o ponto de partida.

Sustentar uma ideia exige direcionamento e confiança no seu conceito.

Marcas fortes não se constroem apenas com impacto visual, mas com processos vividos diariamente e um propósito persistente em todo o caminho.